Para Edificar…

Deus tem nos ministrado todo Domingo no templo, onde temos sido desafiados a VIVER o evangelho de forma prática, ou seja, a ser nesta vida quem realmente somos, NOVA CRIATURA em Cristo Jesus e não o que já fomos um dia…

Logo, gostaria de desafiá-los a continuar meditando um pouco sobre sermos Imitadores de Deus em Cristo! , que está baseado no texto de Ef 5.18-21. 4ª Parte

Seria impossível não enxergar a importância que o Espírito Santo exerce em nossas vidas, pois Paulo já nos falou até aqui que somos selados pelo Espírito (1.13,14) e que não devemos entristecer o Espírito (4.30). Agora, ele ordena que sejamos cheios do Espírito (5.18). É o Espírito Santo quem nos convence de que pecamos. É Ele quem opera em nós o novo nascimento. É Ele quem nos ilumina o coração para entendermos as escrituras. É Ele quem nos consola e intercede por nós com gemidos inexprimíveis. É Ele quem nos batiza, selando nossa vida no corpo de Cristo. É Ele quem testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. É Ele quem habita em nós. Todavia, é possível ser nascido do Espírito, ser batizado, selado e habitado pelo Espírito e, ainda assim, estar sem a plenitude do Espírito. Nós que já temos o Espírito, que somos batizados no Espírito, ou seja, regenerados por Ele, devemos, agora, ser cheios do Espírito.

Paulo então nos adverte com duas ordens: uma negativa e outra positiva. A questão levantada pelo apóstolo é: Não se embriagar X se encher do Espírito. Paulo tenta mostrar que em ambos os casos, somos dominados e controlados. A distinção está em que na embriaguez o resultado é a dissolução. As pessoas que estão embriagadas, entregam-se a ações desenfreadas, dissolutas e descontroladas. Perdem o pudor e a vergonha. Trazem desgraças, lágrimas, pobreza, separação e opróbrio à família. Todavia, o resultado da plenitude do Espírito é totalmente diferente. Em vez de nos desonrar e embrutecer, o Espírito nos enobrece, nos honra, nos eleva diante dos homens e de Deus. Torna-nos mais humanos, mais parecidos com Jesus.

A forma exata do verbo grego, apresentado por Paulo, tem um sentido múltiplo neste contexto. Primeiro, o verbo está no modo imperativo: Não é uma proposta alternativa, ou mesmo, uma opção, mas um mandamento de Deus. Logo, não ser cheio do Espírito Santo é pecado; segundo, o verbo está na forma plural: Essa ordem é endereçada a toda comunidade cristão e não apenas a um grupo elitizado. Deus não faz acepção de pessoas. Todos podem e devem ser cheios do Espírito; terceiro, o verbo está na voz passiva: A idéia é – “deixe que o Espírito vos encha” ou “Seja controlado por Ele”. O sentido não é o quanto mais do Espírito nós temos, mas o quanto mais o Espírito tem de nós. O quanto Ele controla a nossa vida. Pois ser cheio do Espírito é definitivamente, não o entristecer, nem apagá-lo, mas submeter-se à sua autoridade, influência e poder; quarto, o verbo está no modo presente contínuo: Ele descreve uma ação que se inicia sempre no agora e não termina, pois é contínua. O que subentende que devemos continuar a nos encher todos os dias. A plenitude do Espírito não é uma experiência de uma vez por todas que nunca podemos perder como quando fomos selados por Ele, mas sim, um privilégio que deve ser continuamente renovado pela submissão à vontade de Deus. É uma necessidade diária de nossas vidas.

O apóstolo, agora, lista os quatro benefícios de se estar cheio do Espírito Santo: O primeiro resultado é a Comunhão (5.19a). Paulo diz: “falando entre vós com Salmos”, e isso expressa comunhão cristã. Um bom exemplo é o Salmo 95.1; o segundo resultado é a Adoração (5.19b). Diz Paulo: “entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais”. Aqui, o cântico não é entre vós, mas, sim, ao Senhor ; o terceiro resultado é a Gratidão (5.20). Paulo prossegue: “e sempre dando graças por tudo a Deus…”, pois o crente cheio do Espírito não vive se queixando, nem mesmo, murmurando, mas sempre agradecendo a Deus; o quarto resultado é a Submissão (5.21). Por fim, o apóstolo diz: sujeitando-se uns aos outros no temor de Cristo”, pois não há lugar na vida daquele que está cheio do Espírito para a altivez, arrogância e nem mesmo a soberba, antes, são como seu Cristo, mansos e humilde de coração. E se sua Missão diz respeito a se sujeitar em amor a Deus sobre todas as coisas, sua Submissão está relacionada a se sujeitar em amor ao seu próximo (Mt 22.37-40; Mc 12.32,33).

Pr. Carlos Eduardo dos Santos Azevedo

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